O azulzinho multa carro enquanto o brigadiano enfrenta marginal.
Para enfrentar bandido na rua, o soldado da BM ganha R$ 783,43. Os brigadianos recebem vale refeição de R$ 4,38 por dia. Os soldados que cumprem seis horas de patrulhamento na rua ainda recebem R$ 5,22. O baixo salário se soma ao sucateamento da frota de viaturas, falta de coletes à prova de bala, apagão no sistema de rádio, atraso de salários, excesso de carga horária, não pagamento de horas extras e falta de fardamento, conforme a Associação de Cabos e Soldados. O próprio Governo reconhece a penúria e o déficit de sete mil homens na corporação (hoje são 22 mil).
Pelo retorno dos antigos “Pedro e Paulo”

O Policiamento Urbano da Brigada Militar surgiu nos anos 50, com emprego de duplas de policiais militares, que passaram a ser conhecidas aqui como “Pedro e Paulo”, inspirados no Rio de Janeiro, onde eram denominados “Cosme e Damião”. Aqueles brigadianos tinham papel ostensivo, andavam fardados e armados pela comunidade, cuidando da segurança e, ao mesmo tempo, do trânsito. O retorno dos “Pedro e Paulo” é uma reflexão importante diante dos recentes esforços da Secretaria de Segurança do RS para colocar mais brigadianos na rua.
O que é Tolerância Zero
A “Tolerância Zero”, ou Teoria da Janela Quebrada, se baseia num paradigma que, se uma janela está quebrada e não é consertada depressa, os ofensores potenciais verão isto como um convite para quebrar mais janelas. Quando as janelas nunca são consertadas, e mais estão sendo quebradas, um senso de desordem é criado, incitando o crime.
Combate ao pequeno crime
Sob a filosofia da Tolerância Zero, o alvo da polícia deve ser o “pequeno crime”, as “pequenas” reclamações de amolação contra cidadãos e as violações da ordem. Ou seja, exatamente o oposto do sistema brasileiro de policiamento, que investiga e (tenta) punir o assassino e traficante poderoso, o colarinho branco, relegando o pequeno delinqüente. A idéia é simples: se você prende pessoas pelos crimes menores, previne que os maiores aconteçam.
Tolerância Zero em NY
A aplicação de estratégias simples de controle de crime baseadas na Tolerância Zero é a mais polêmica de todas as causas da redução da criminalidade em Nova York no início dos anos 90, sob comendo do então prefeito Rudolph Giuliani: coibir e punir autores de pequenos delitos como andar bêbado na rua, pichar muros ou pular a catraca do metrô. A Big Apple, com 18,7 milhões de habitantes, encerrou 2007 com menos de 500 homicídios. Porto Alegre, com 1,42 milhão de pessoas, teve 430 homicídios em 2007.
A explosão do crack e a polícia no bairro*
O crack é uma droga barata, fácil de usar, prontamente disponível e altamente viciante.
O que se apresenta, a partir da Tolerância Zero, como combate efetivo para lidar com o crime de rua, incluindo o tráfico de crack, é uma velha idéia: o policiamento regionalizado, comunitário, contínuo e ostensivo.Os resultados mais duradouros aplicados pela Policia Americana vieram com a combinação: a polícia ostensiva e bem conhecida de todos os moradores, que pacificam o bairro, e o conjunto dos funcionários e trabalhadores sociais “limpam” a rua, simultaneamente. *com base em artigo de Ricardo Holmer Hodara
O que se apresenta, a partir da Tolerância Zero, como combate efetivo para lidar com o crime de rua, incluindo o tráfico de crack, é uma velha idéia: o policiamento regionalizado, comunitário, contínuo e ostensivo.Os resultados mais duradouros aplicados pela Policia Americana vieram com a combinação: a polícia ostensiva e bem conhecida de todos os moradores, que pacificam o bairro, e o conjunto dos funcionários e trabalhadores sociais “limpam” a rua, simultaneamente. *com base em artigo de Ricardo Holmer Hodara
Baita Livro: ponto de Desequilíbrio
Um baita livro para entender fenômenos como a Tolerância Zero é o “O Ponto de Desequilíbrio”, de Malcolm Gladwell (Editora Rocco). O autor estudou como se formam as epidemias. Assim como uma única pessoa infectada pode dar início a uma epidemia de gripe, também caloteiros e pichadores incentivam ondas de crimes no metrô, ou um clinte satisfeito enche as mesas vazias de um novo restaurante. Baita livro!
Causa de acidente no trânsito é chute
Ninguém sabe quais são as causas dos acidentes de trânsito no Brasil. A última compilação de dados do Denatran é de 2003 e do Detran-RS é de 2005. Pesquisa realizada em 2006 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro aponta que 85,2% dos Detrans não apresentam as planilhas determinadas pelo SINET, sistema que deveria consolidar os números do trânsito no País. A pesquisa da UFRJ verificou deficiências relevantes, já que dados como a idade média da frota, a presença de álcool nos envolvidos nos acidentes, os custos e os indicadores que relacionam as fatalidades com a frota, população e quilometragem percorrida não são apresentados em mais de 90% dos sites dos Detrans. Isso impossibilita que técnicos e pesquisadores possam avançar na busca do entendimento das suas causas e efeitos. Ou seja, ninguém sabe ao certo que causa combater. Não é o fim da picada?
Na confusão, também tenho os meus palpites
Na confusão das estatísticas de acidentes de trânsito, as ONGs e os jornais deitam e rolam projetando os percentuais mais apavorantes para tremer o pessoal nas vésperas de feriados e férias. O fato é que nunca saberemos se o barulho da mídia vai diminuir os acidentes. "Não tenho ilusões de que campanhas pontuais em véspera de feriados e ações de curto prazo mudem a cabeça das pessoas", disse Diza Gonzaga, presidente da Fundação Thiago de Moraes Gonzaga, ao Correio do Povo no final do ano passado referindo-se à campanha recente "Violência no Trânsito - Isso Tem que Ter Fim", do Grupo RBS. Bem, se é assim, eu também tenho os meus palpites:
Colocar tarjas pretas nas propagandas: “carro potente é coisa de impotente”
Currais de descanso forçado para os apressadinhos (o cara fica obrigado a estacionar e ouvir por 30 minutos um CD sobre direção segura)
Milícias civis para aumentar o efetivo nas estradas nos feriados
Ampliar o número de pardais falsos
Eliminar as carroças de circulação
Aumentar o tamanho das placas
Colocar tarjas pretas nas propagandas: “carro potente é coisa de impotente”
Currais de descanso forçado para os apressadinhos (o cara fica obrigado a estacionar e ouvir por 30 minutos um CD sobre direção segura)
Milícias civis para aumentar o efetivo nas estradas nos feriados
Ampliar o número de pardais falsos
Eliminar as carroças de circulação
Aumentar o tamanho das placas
Duas reflexões interessantes sobre as estatísticas de trânsito
Um exemplo: O número “oficial” de mortos no Brasil, vítimas de acidentes de trânsito, fica pelos 35.000 por ano. Porém, sabe-se que são contados apenas aqueles que morrem no local do acidente, pois não há um acompanhamento. Mesmo que a vítima morra na ambulância a caminho do hospital, ela não será contabilizada. Muitos acreditam que esse número passe dos 50.000 mortos por ano. Outro exemplo: Um estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul verifica importante vínculo entre os índices de acidentes e de exclusão social. As capitais que apresentam os mais baixos indicadores de desenvolvimento social são as que apresentam as maiores taxas de fatalidade no trânsito. É o fim da picada!
Se a frota cresce os acidentes crescem, óbvio!
Se o Denatran é incompetente, a Fenabrave capricha nas estatísticas: as vendas totais, que incluem automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motos e implementos rodoviários, totalizaram em 2007 exatamente 4.248.275, o que representa um crescimento de 29,57% em relação a 2006. Segundo a Fenabrave, foram vendidas 1.708.640 unidades motocicletas novas em 2007, com um crescimento é de 32,68%. Se as indústrias vêm colocando em média três milhões de novos veículos ao ano nas nossas mesmas velhas e precárias estradas, é evidente o impacto sobre aumento do número de acidentes. É como enfiar 100 presos uma cela que cabe apenas 50. Vai dar choque. Mas isso nunca aparece em nenhuma reportagem? Porque nossos repórteres mancheteiam o crescimento do número de acidentes sem corrigir a proporção do aumento do número de veículos?
Pergunta do Zuk
Estava na lá capa da ZH um abobado a 194 km por hora na nossa free way. Um escândalo para a sociedade gaúcha! Então porque fabricam carros que vão a 220 km?
10 pequenas irritações de Natal
Presente quem vem sem a pilha (e sem aviso na embalagem). Fica aquela decepção na criançada: “não fica triste Pedrinho, amanhã o tio compra a pilha”. Que nada. Lá se vão as pilhas do controle remoto!
Achar o número 40 para o calçado que você gostou na vitrine. “Ah, esse modelo vendeu bem. Só temos o 43, serve?” É bucha!
Receber por mail as famigeradas felicitações de Natal em anexos de 3MB falando mesmices animadas. Algumas até em espanhol!
Ouvir gente dizendo que fica deprimida nessa época, pois foi traumatizada na infância...insistindo que Papai Noel não existe, que é apelo comercial...que chatice!!
Irritante mesmo é atravessar a faixa de segurança entre o Shopping Iguatemi e o Bourbon Country. Tanto para o motorista que sai do estacionamento do Iguatemi quanto para o pedestre apressado, é um stress. Fico me perguntando quando os caras vão se acertar para fazer uma passarela interligando os dois prédios? FOTO
Programar com todo o requinte a Ceia no salão de festas do edifício lá na cobertura e cair aquela chuva bem na hora.
“Obrigar as crianças a comer feijão senão o Papai Noel não vem”, segundo meu sobrinho.
Agora alguém inventou que Natal também é época de foguetes e rojões. Que coisa irritante!
Papai Noel azul, alimentando a rivalidade gre-nal , é de última.
A pior de todas: trocar o presente que não serviu. É quase certo que não tem mais e vais ter que desembolsar uns trocados a mais para levar outra coisa.
Achar o número 40 para o calçado que você gostou na vitrine. “Ah, esse modelo vendeu bem. Só temos o 43, serve?” É bucha!
Receber por mail as famigeradas felicitações de Natal em anexos de 3MB falando mesmices animadas. Algumas até em espanhol!
Ouvir gente dizendo que fica deprimida nessa época, pois foi traumatizada na infância...insistindo que Papai Noel não existe, que é apelo comercial...que chatice!!
Irritante mesmo é atravessar a faixa de segurança entre o Shopping Iguatemi e o Bourbon Country. Tanto para o motorista que sai do estacionamento do Iguatemi quanto para o pedestre apressado, é um stress. Fico me perguntando quando os caras vão se acertar para fazer uma passarela interligando os dois prédios? FOTO
Programar com todo o requinte a Ceia no salão de festas do edifício lá na cobertura e cair aquela chuva bem na hora.
“Obrigar as crianças a comer feijão senão o Papai Noel não vem”, segundo meu sobrinho.
Agora alguém inventou que Natal também é época de foguetes e rojões. Que coisa irritante!
Papai Noel azul, alimentando a rivalidade gre-nal , é de última.
A pior de todas: trocar o presente que não serviu. É quase certo que não tem mais e vais ter que desembolsar uns trocados a mais para levar outra coisa.
Canal Brasil: bloqueie para crianças
“A menina e o estuprador”. Este foi o filme que o Canal Brasil da NET nos brindou no dia 25 de dezembro. A criteriosa programação do Canal Brasil apresentava como especial natalino (às 22 horas) cenas de sexo explícito do mais baixo nível entre uma garotinha e dois barbados. Evidentemente, assiste quem quer e eu não vou dar uma de moralista aqui, mesmo com vontade de vomitar. O problema é que o Canal Brasil é o 66 na NET, bem ao lado do Canal Disney 67, notadamente um canal com programação infantil. Por muita sorte, privei minha filha de 10 anos de idade daquela barbaridade na noite de Natal. Bem, só resta bloquear, passar cadeado e esquecer. Esse Canal Brasil passa muito lixo. É o fim da picada!
Floripa versus Porto Alegre

É amargo reconhecer, mas os catarinas (também) nos ultrapassaram. Enquanto ficamos chorando as pitangas e “jogando cascas de bananas nos próprios pés” - como diz o deputado Nelson Proença, os nossos vizinhos nos deixam para trás de vez. A exemplo do lado oeste do Estado, pujante na indústria e serviços, Florianópolis que já nos dava uma baile em beleza agora nos supera astronomicamente em termos de administração pública. Vou te dar cinco razões eloqüentes, na ótica de um turista despretencioso:
Em Floripa as sinaleiras piscam depois da meia noite;
Em Floripa não há carroceiros;
Em Floripa não há esmoleiros nas sinaleiras;
Em Floripa não há sujeira nas ruas;
Em Floripa não há avenidas em obras intermináveis;
Em Floripa o PT não tem vez.
Em Floripa as sinaleiras piscam depois da meia noite;
Em Floripa não há carroceiros;
Em Floripa não há esmoleiros nas sinaleiras;
Em Floripa não há sujeira nas ruas;
Em Floripa não há avenidas em obras intermináveis;
Em Floripa o PT não tem vez.
A foto motra o lixo na João Wallig, entre o Bourbon e o Country Club. Chique, né?
Passaporte de acesso para Florianópolis, uma boa idéia

Não cabe mais gente em Florianópolis. Nesta época do ano os 370 mil habitantes nativos (IBGE 2003) recebem a visita de um milhão de turistas. No Natal e Ano Novo faltou água. Faltou luz. Faltou comida em restaurantes. E sobraram filas. Filas para ir à praia (foto). Fila para o restaurante. Fila para ver os fogos na Beira-Mar. A Praia de Ingleses já virou a nossa Tramandaí. Coitados dos catarinas. Basta conversar com os nativos para ouvir sua irritação e indignação. Embora a RBS não apóie, já há um movimento em prol da restrição de acesso a Ilha para quem não é nativo. Assim como em Fernando de Noronha. Você compra um passaporte de acesso válido por alguns dias, pagando multa diária após a expiração do prazo. É uma boa idéia e eu compraria para ter mais tranqüilidade.
Um programa de homem

Nossas crianças não podem mais atirar o pau no gato. Guri nenhum usa funda para matar passarinho. Briga de soco na saída da escola não existe mais. A perversidade da gurizada precisou adaptar-se a um mundo onde o politicamente correto e a boiolice estão muito próximos. O papel masculino vem se rendendo a um mundo feminilizado demais. Uma sociedade feminina que parece querer assumir a educação dos filhos, a direção de empresas, a intuição das tendências. Outro dia, um amigo ouviu de uma mulher como resposta a sua cantada: “eu sou muita areia para o teu caminhãozinho”. E ele teria replicado: “É, mas sem um caminhãozinho tua areia não vai a lugar nenhum”. Então, se trata de refletir que homem e mulher precisam um do outro, por razões e necessidades muitas vezes distintas.
É neste clima que o podcast chamado De cueca apertada entra no ar. Não se trata de uma guerra de sexos, embora o mundo feminino se apresse em taxar a expressão do homem como coisa machista, truculenta, desapropriada. O programa é resultado do encontro de um grupo de amigos de Porto Alegre, os jornalistas Julio Ribeiro, José Luiz Prévidi, Edgar Powarczuk, Marco Poli, o publicitário Marcelo Rubin e o designer Gilton Frisina. O De Cueca Apertada, como diz o Prévidi, “é um programa de homem”. Não é um programa machista. E todos adoram mulher! Ouça em: http://www.adonline.com.br/decuecaapertada/
É neste clima que o podcast chamado De cueca apertada entra no ar. Não se trata de uma guerra de sexos, embora o mundo feminino se apresse em taxar a expressão do homem como coisa machista, truculenta, desapropriada. O programa é resultado do encontro de um grupo de amigos de Porto Alegre, os jornalistas Julio Ribeiro, José Luiz Prévidi, Edgar Powarczuk, Marco Poli, o publicitário Marcelo Rubin e o designer Gilton Frisina. O De Cueca Apertada, como diz o Prévidi, “é um programa de homem”. Não é um programa machista. E todos adoram mulher! Ouça em: http://www.adonline.com.br/decuecaapertada/
Ah, eu sou gaúcho babaca!
O pacote da Yeda mostrou que estamos mais para dissidências do que consensos. Por isso, quando ouço “ah, eu sou gaúcho” entendo que o hino separatista já está ecoando grotescamente não pelas nossas façanhas, mas pelo nosso despeito provinciano-subdesenvolvimentista. Ficando para trás no ranking do desenvolvimento, gaúchos se uniram no futebol para sublimar seus próprios erros. Ao empurrarem o Corinthians para a segunda divisão, gremistas e colorados torceram, mais uma vez, pela derrota do outro, ao invés de voltarem suas energias aos seus próprios times. Um, recém campeão do mundo de campanha pífia. Outro, um cardume contorcendo-se com cabeças-de-bagre. Algo funesto leva gremistas e colorados a abraçarem-se em regozijo por ver cair o Golias de São Paulo, com 20 milhões de torcedores. Vingançazinha de perdedor. Que babaquice!
Exótico Gappei

Muito tri o restaurante Gappei bem em frente ao Shopping Moinhos e ao Hotel Sheraton. O chef Paulinho (foto) se entusiasma todo para apresentar o prato que traz a minha mesa: arroz thai a moda asiática, com anéis de lula, coentro e leite de côco, servido no próprio côco. Eu flutuei com a suntuosidade do sabor. A proposta do Gappei é uma cozinha exótica e cheia de fusões surpreendentes. O atendimento é show, preço é meio salgado, mas vale cada centavo.
Vinícolas do Brasil
Você já passou pela frente, mas aposto que nunca se deu conta. Na Mostardeiros, ao lado do Pronto Socorro Cruz Azul, revela-se, sutilmente, uma imponente mansão centenária. É a casa Isto é Brasil, uma proposta muito legal que reúne vários fornecedores de móveis e decoração de alto nível. Destaque para o pessoal do Velha Olaria (pisos cerâmicos muito legais). A Casa é ancorada pelo excelente bistrô da Jane Fantoni, que serve almoços requintados de segunda a sábado.
Mas, o mais legal está escondido no porão: o Vinícolas do Brasil. Uma cave ambientada para degustação de dezenas de vinhos e espumantes gaúchos e brasileiros de qualidade que não estão nos supermercados. Em tempos de festas de final de ano, vale a pena conferir. Baita idéia!
Mas, o mais legal está escondido no porão: o Vinícolas do Brasil. Uma cave ambientada para degustação de dezenas de vinhos e espumantes gaúchos e brasileiros de qualidade que não estão nos supermercados. Em tempos de festas de final de ano, vale a pena conferir. Baita idéia!
Feira do Livro: desta vez as crianças puderam ler
Esta edição da Feira do Livro de Porto Alegre finalmente abriu-se para as crianças. Por uma questão simples, pelo menos para quem tem filhos, ou meia dúzia de neurônios: nos anos anteriores os pequenos não conseguiam escolher seus próprios livros, pois não alcançavam o olhar nos estandes. Feitos para expor livros a adultos, as carcumidas barracas da Feira eram muito altas para nossos filhos! A solução? Ah, colocar estrados no chão para os pequenos ficarem mais altinhos. Resolvido o problema. Comprei seis livros para cada filha. E elas escolheram os títulos!
Ibama incompetente quer legislar no RS
Leio o artigo "A deterioração do mérito", de José Pastore, professor da USP, no ESTADO DE S. PAULO, em 30 de outubro: "O prazo legal para a concessão de uma licença ambiental pelo Ibama é de 30 dias; no governo Lula está demorando 394 dias. A aprovação de um EIA-Rima, que deveria ser feita em 60 dias, consome 576 dias. A realização de uma audiência pública sobre questão ambiental, que deveria ocorrer em 45 dias, leva 239 dias. E uma licença prévia, que deveria ser concedida em 270 dias, leva 1.188 dias! Dados referentes a 63 empreendimentos licenciados pelo Ibama entre 1997 e 2006 e coletados pelo Banco Mundial. Se isso afetará os projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), imaginem o que faria no caso do RS, quando corremos o risco de entregar o trabalho realizado pela FEPAM aos burocratas incompetentes do IBAMA. Fim da picada!
Polibio Braga é direitista?
Entre chopes no bar Ossip, encravado no reduto do petismo porto-alegrense na Cidade Baixa, a guria na mesa me diz que o Políbio Braga é direitista. Revidei prontamente: “O Políbio foi guerrilheiro, enquanto você quer conservar um Estado atrasado e ladrão”. Esta é a armadilha conceitual insidiosa: se não somos do PT, então somos da direita. Se não é revolucionário, é reacionário. Mais calmo, li Olavo de Carvalho: “É inevitável, que, pelo menos em certos momentos do processo, esquerdistas e direitistas se equivoquem profundamente no julgamento de si próprios ou de seus adversários”. Leia em http://www.olavodecarvalho.org/semana/051031dc.htm. e reflita sobre que lado você está neste momento da história. Enfim, se o Polibio é de direita, eu também sou. Em tempo: o Políbio é o homem da capa da Revista Press em novembro.
Fórmula 1 não é esporte.
Tecnicamente, a Fórmula 1, ao longo destes últimos anos, adequou pistas para a segurança máxima dos pilotos. Esta proteção infra-estrutural retirou toda a possibilidade de ultrapassagem “insegura”, dirigindo a sorte dos competidores a ser decidia nos boxes. Resignar pessoas a imaginar a sensação da velocidade constrói um mercado consumidor que torce por pilotos escondidos em capacetes, blindados de emoções. F1 não é esporte. O que buscamos lá é competividade, mas a F1 é um evento em que o primeiro colocado cede o lugar em nome da equipe. Como disse o Paulo Santana, isso “não pode ser sério”. Esporte, em muita medida, é um combate. Não que esperamos por mortes de pilotos, mas pequenos acidentes espetaculares na reta seriam bem legais. Fórmula 1 é um evento, um espetáculo de marketing, de sensações, de tecnologia. E dá um sono!
Protesto de carroceiro é dose!
Vejo que o chafariz Talavera foi danificado num protesto em frente a Prefeitura velha. Era uma marcha de protesto dos carroceiros. A fonte a gente conserta. O que parece não ter conserto é viver numa cidade onde as carroças passeiam como se no campo estivessem. Passam o sinal vermelho, trancam o fluxo e zombam da nossa cara. As carroças e seus cavalos não existem para o Estado, mas são um escárnio para os motoristas que desviam das bostas dos cavalos. E ainda ter que agüentar protesto de carroceiro, é o fim da picada!
Então a culpa é minha?
“Não reaja”. É isso que se ouve. “O fulano reagiu e foi baleado pelo bandido”. É isso que se lê. “Ainda bem que tu não reagiu”, foi o que ouvi dos amigos, depois que me levaram o carro na porta da vídeolocadora. Então, se eu reagir e for baleado a culpa é minha?! Então, se eu comprar um carro muito vistoso a culpa é minha?! Então, se eu tentar andar tranqüilo pelas ruas a culpa é minha?! A percepção de que há algo errado já está circulando entre as pessoas. A classe média, os que pensam, estão esperneando.
O Jabor também é ressentido
Na coluna “De onde virá o grito”Jabor exalta os gaúchos por sua consciência coletiva, pois que cantam de cor o hino rio-grandense e passam o chimarrão de boca em boca sem nojo. Daqui – e não de Sampa - sairá, segundo ele, o grito de “basta” contra o deboche. Bem, pra mim grito de “basta” também é ressentimento passivo. Eu pensando que Jabor falaria em pegar em armas, invadir o Planalto e depor à força esta camarilha. Que nada, ele também é um ressentido como nós. Os gaúchos têm essa consciência porque já viveram por mais de 16 anos o atraso do governo petista. Por enquanto, as armas que temos são nossos blogs, sites, panfletos, podscasts, orkuts...pra xingar esta gentalha. É o fim da picada e tenho dito.
Tem coisa pior que carro de som?
Tem coisa pior que carro de som vendendo badulaque na frente da tua casa? Dia desses me irritei e fui atrás para conferir. Era uma kombi velha. Dois guris vendiam água sanitária e amaciante de roupa. Hã? Isso mesmo. Tonéis dentro da kombi com uma mangueirinha improvisada. O pessoal chega com suas garrafas pet e o preço sai na hora: “dois litros de água sanitária é 1,50 reais”. “Me dá duas”, respondeu a velhinha. Pode a idéia dos caras?
O Big é matadouro
O fim da picada é comprar no Big da Sertório. Fui atraído pelos bons preços dos computadores e impressoras, divulgados em insistentes jornais coloridos enfiados na minha caixa de correio. Fui num dia normal da semana, tipo 19 horas, e me dei com aquelas filas sem fim, se esgueirando pelas gôndolas. Parei para observar pais de família cansados e entristecidos como bois esperando sua vez para o matadouro, determinados a economizar alguns trocados. Deixei o carrinho num canto. Levaria uma impressora de 400 reais. Os caras deviam colocar um caixa especial para os eletrônicos! Fim da picada.
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